As organizações que defendem as pessoas com deficiência cobram melhoria da acessibilidade no metrô do Recife. Elas participaram nessa quarta da reunião da Frente Parlamentar dedicada ao assunto. O encontro também teve a participação de representantes dos poderes públicos e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos, a C-B-T-U, empresa responsável pelo metrô. De acordo com Felipe Gervásio, integrante da O-N-G Deficiente Eficiente, é preciso cuidar da manutenção dos elevadores e escadas rolantes. “Os questionamentos das pessoas com deficiência lá na nossa ONG é no que diz respeito à falta de manutenção realmente dos equipamentos, dos elevadores e das escadas rolantes, inclusive das plataformas que saem do vagão para a plataforma.”
Para o presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência do Recife, Antônio Muniz, falta um apoio específico para a população com deficiência visual. “As dificuldades começam a partir de que a pessoa cega ou com baixa visão adentra o metrô, porque não existem funcionários que possam orientá-lo no início do seu trajeto ali dentro.” Ele também requer a instalação de pisos direcionais e a correção dos avisos no sistema de som dos vagões, que muitas vezes anunciam a estação errada.
O superintendente do Metrô do Recife, Leonardo Beltrão, admitiu a necessidade de melhorar o acesso das pessoas com deficiência aos trens e estações. Ele destacou que a empresa também tem ouvido as demandas desse público em outros fóruns. “A gente já está no caminho porque a gente já tem tido outras reuniões. A gente já está num caminho que é a expectativa das pessoas com deficiência. É continuar investindo na melhoria dos elevadores, das escadas rolantes, a colocação de mais trens, que são os pontos mais críticos.”
A coordenadora da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência, deputada Terezinha Nunes, do PSDB, reconheceu as melhorias na manutenção dos elevadores e escadas rolantes do metrô, mas cobrou avanço na sinalização. “O superintendente nos tranquilizou no sentido de que ele está fazendo todas as correções possíveis. Agora, falta o piso tátil para as pessoas cegas, falta alguns detalhes que precisam ser feitos, e ele se prontificou a resolver.” Terezinha Nunes também destacou a intenção do metrô de criar um vagão específico para pessoas com deficiência e mulheres, a exemplo do atual vagão rosa.
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